Dando Notícias

Só para constar, nossos queridos leitores, estamos bem, sempre com alguma novidade aqui e ali.
Aqui em Sydney desembestou de chover desde domingo e o tempo não melhora de jeito nenhum. Isso faz com que essa que vos fala fique em casa, na maior preguiça, com algumas saídas esporádicas, é claro...
O que tem acontecido no lar ozzy dos Graebin/Drehmer ultimamente:
- eu peguei o carro novamente. Não deixei o "trauma bobinho da roda riscada" dominar meu ser. Meu professor é muito rígido, como vocês sabem. Ele "sugeriu" que eu fosse dirigindo do nosso bairro, Westmead, até Petersham, o bairro português, paraíso dos brasileiros. Fomos lá comprar picanha, goiabada, erva-mate e outras delícias. Para chegar neste bairro nós temos que passar por uma das piores estradas de Sydney, a Parramatta Road. Essa Parramatta Road é congestionada, longa e muiiito estreita. Eles colocaram três pistas onde caberia duas. Mas vamos lá. Quer moleza senta num pudim! E ainda andei numa Motorway. Foi tranquilo. Estou aprendendo a dominar nosso pequeno grande automóvel. O ruim é ter que dirigir só até 80 km/h. Sou learner, tenho que aprender...
- o Gui recebeu a notícia de que vai TER que tirar férias nas semanas do Natal e Ano Novo. Ruim, né? Ruim não é, mas bom também não. Como ele é contractor, ele não recebe as horas que ele não trabalha. Vai dar um monte de horas de ócio. Cogitamos em fazer uma viagem mais longa nestes dias, mas os preços das passagens aéreas dobram nesta época. Então, menos, muito menos. Estamos programando passar uns 10 dias nas praias do estado de New South Wales mesmo. Pretendemos rumar ao norte, ir parando nas praias que nos agradarem, até chegarmos em Coffs Harbour. Queremos estar de volta no dia 30 de dezembro, para passar o ano novo em grande estilo num dos anos-novos mais famosos do mundo. Dizem que é estresse ir para lá, tem que ir às 2 da tarde. Mas estar aqui e não participar pelo menos de uma passagem de ano perto do Opera House é estupidez, né?
- devido aos planos de viagem barata, vamos comprar uma barraca e alguns outros equipamentos básicos de camping para nossas férias. Uma barraca sai por $49.00. Mais um colchão inflável por $50. Diárias em camping em torno de $28 para o casal. Sem constar que os campings daqui são muitos bons, com piscina, lavanderia, cozinha comum, churrasqueira elétricas, quadras de esportes, etc., etc. e etc. Estamos ansiosos para acampar no melhor estilo aussie.
- o Natal já dá seus sinais e estamos também pensando em decorar nossa casa. Que graça Natal sem árvore? Nem que seja pequeninha, vamos colocar uma árvore de Natal neste lar. Depois a gente mostra.
- NOTÍCIA IMPORTANTE: na última quinta-feira fizemos algo muito importante. Compramos nossa passagens para o Brasil! Uhu! Isso mesmo, já temos dia e hora para chegar na nossa terra amada! Na tarde do sábado, dia 08 de maio de 2010, estaremos colocando nossos pezinho em Porto Alegre! Conseguimos um vôo que vai direto de Sydney a Buenos Aires. Só 13 horas. Isso é o paraíso. Duas horas de espera em Buenos Aires e mais 1,5 até Porto Alegre. Tá bom demais. Lembro das 36 horas quando viemos. Ninguém merece. Queridos amigos e familiares, vão preparando os espetos, os colchões, as reservas em restaurantes, as comidas preferidas!!! Estamos chegando. Não é logo, mas daqui a pouco acontece! Depois eu faço uma listinha das coisas que quero comer e beber...
- no último domingo fomos ao Opera House. Havia um open day, pudemos conhecê-lo por dentro (nós já conhecíamos uma parte, que é a maior). Vou fazer um post específico sobre isso, embora tenho achado bem simplesinho o passeio. Além disso, começou a cair o mundo em forma de água e não parou mais. Com o passeio curto e chuva, não deu para aproveitar a city e voltamos para casa.
- terça-feira aqui em Sydney é dia do desconto em cinema. Estávamos pensando em ir, mas não encontramos nenhum filme que nos chamasse atenção. Resolvemos ficar em casa mesmo. Para não se dar por vencida, fui à locadora e aluguei "The Wrestler" com o Mickey Rourke. Não sei como é o nome em português, é aquele filme cujo Mickey Rourke ganhou o Oscar de melhor ator. Gostei, gostei de ver Mickey Rourke dando a volta por cima e voltando com uma grande atuação. Nós estamos em déficit de mais ou menos um ano com filmes. Quando chegamos na Austrália, gastávamos só com o necessário. Deixamos passar muitos filmes bons que estavam passando no cinema, assim como bons lançamentos, na época, na locadora. Aliás, as locadoras em Melbourne são bem mais caras que em Sydney. Pagávamos $6.95 por lançamento ou pós-lançamento. Ontem, por ser dia da semana, paguei $2.95 (finais de semana, $4.95). Muita diferença. Então, temos dezenas e dezenas de filmes para assistir em casa.
Bem, estimados leitores, acho que é isso por hoje. Já temos informação suficiente para compensar a ausência.

Momento Intercultural

Eu e o Gui, com muita criatividade (e coisa para fazer) resolvemos integrar as culturas gaúcha e australiana, escrevendo um guia com a tradução dos melhores ditos gauchescos para o inglês.
Assim, os gaúchos chegando em terra aussie, podem se envolver com a comunidade local e valorizar a interação de culturas.
Para quem tiver problema com a tradução (digo do gauchês para português), é só postar um comentário que a gente ajuda.
Os ditos foram tirados deste site, porque, mesmo sendo gaúchos, não lembrávamos de 10% dos ditos mais famosos e engraçados.
Divirtam-se (e nos ajudem com as traduções):

Grudado como bosta em tamanco
Stuck like shit to clog

De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Open mouth like a donkey that ate nettle

Mais por fora que quarto de empregada
More outside than maid`s room

Mais por fora que rego de gordo
More outside than fat man's ... (alguém sabe como é rego em inglês?)

Mais velho que rascunho de Bíblia
Older than the Bible draft

Mais apertado que coleira de guaipeca
Tighter than dog's collar

Mais assanhado que lambari de sanga
More excited than creek's tetra

Assanhada como solteirona em festa de casamento
More excited than spinster in wedding's party

Mais ligado que rádio de preso
More connected than a prisoner's radio

Mais linda que laranja de amostra
More beautiful than orange sample

Mais branco que perna de freira
Whiter than nun's leg

Mais chato que chinelo de gordo
More flat than fat man's slipper

Mais comprido que xingada de gago
Longer than stutterer swearing

Mais curto que coice de porco
Shorter than pig's kick

Mais demorado que enterro de rico
Longer than a rich man's funeral

Pior que ter mãe na zona
Worst than have a mother in brothel

Mais perdido que surdo em bingo
More lost than a deaf man in bingo

Mais perdido que cusco que caiu do caminhão da mudança
More lost than cusco (dog) that fell from the moving truck

Mais perdido que peido em bombacha
More lost than fart in gaucho pants

Dar mais volta que bolacha em boca de velha
Revolve more than cookie in old woman's mouth

Enfeitado como bidê de china (bidê no interior do RS é criado-mudo)
Adorned like whore's bed side

Mais enfeitado que burro de cigano em festa
Fancier than gypsy's donkey at a party

Mais fácil que peidar dormindo
Easier than fart sleeping

Mais fácil que tirar doce de guri
Easier than taking candy from a boy

Mais feio que indigestão de torresmo
Ugglier than crackling's indigestion

Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Happier than a whore at Army's pay day

Mais faceiro que guri de calça nova
Happier than a boy with new pants

Faceiro como mosca em rolha de xarope
Happy as a fly on syrup cork

Mais fino que assobio de papudo (essa ficou famosa depois da propaganda do Cosquarque)
Thinner than double-chin man's whistle

Mais firme que catarro em parede
More settled than a phlegm on wall

Firme como palanque em banhado
Firm as the platform in a swamp

Como tosa de porco: muito grito e pouca lã
Like shearing pig: much cry and little wool

Mais grosso que cintura de sapo
Larger than a frog waist

Mais grosso que dedo destroncado
Larger than dislocated finger

Mais grosso que parafuso de patrola (para gaúcho, trator é patrola)
Larger than tractor's screw

Grosso como rolha pra poço
Large as well's cork

Parado como água de poço
Still like well's water

Mais sujo que pau de galinheiro
Dirtier than chicken coop's perch

Mais por baixo que umbigo de cobra
Lower than snake's belly button

Mais metido que dedo em nariz de piá
More stuck than finger in boy's nose

Mais inútil que buzina em avião
More useless than a horn in a airplane

Judiado como filhote de passarinho em mão de piá
Hazed like cheeper in litlle boy's hand

Devagar como enterro de a pé
Slow like funeral cortege on foot

Mais nervoso que anão em comício
More nervous than dwarf in a rally

Mais enfiado que cueca em cu de gordo
More stuck than underwear in fat man's ass

Mais perigoso que briga de foice apartada por gadanha
More dangerous than reaping hook fight separate by scythe

Mais conhecido que parteira de campanha
More known than ranching's midwife

Mais apressado que cavalo de carteiro
More rushed than postman's horse

Mais prestimosa que mãe de noiva
More invaluable than bride's mother

Mais quieto que guri cagado
Quieter than pooped boy

Cara amarrada como pacote de despacho
Frowned like dispatch package

Mais medroso que velha em canoa
More frightened than old woman in canoe

Mais sério que defunto
More serious than a dead man

Mais fechado que baú de solteirona
More sealed than spinster chest

Sofrer mais que mãe de ouriço
Suffer more than a hedgehog's mother

Mais engraxado que telefone de açougueiro
More greasy than butcher's phone

Mais feio que tombo de guri com mão no bolso
Ugglier than little boy's fall with hands in pockets

E, para finalizar, alguém pode nos ajudar com "Me caiu os butiá do bolso"?

Um "quebra-costela" bem apertado a todos.

Herpes não é Herpes

Agora há pouco fui pesquisar sobre alguma pomadinha para herpes labial. Acordei hoje de manhã com dois pontinhos inchados no lábio inferior. Já sei o que é, minha amiga herpes labial.
Como tenho medo de pagar mico na farmácia, sempre gosto de pesquisar antes o que vou pedir. Ainda bem que fiz isso.
Procurei sobre herpes, de um modo mais genérico, imaginando que o site traria medicamento para herpes labial ou genital. E realmente trouxe. Mas o termo "herpes" aqui é só usado para herpes genital. Pesquisando no site da farmácia, descobri que herpes labial, como falamos em português, é cold sore. E que a pomadinha para tratá-la tem o mesmo nome que a brasileira: Zovirax. Não sei com se pronuncia, mas pelo já sei dizer para o farmacêutico (se precisar, a maioria dos medicamentos é self service, na prateleira mesmo). Já imaginou se peço uma pomada para herpes e ele começa a me explicar como tem que aplicar? Iria achar estranho.
Bom, agora vou lá fazer uma visitinha à farmácia, comprar minha pomada para cold sore e meu anticoncepcional, que aqui precisa de receita, que é retida após você comprar todas as caixas dentro do prazo estabelecido.

Agora Eu Sou Learner

No último sábado fiz o teste de conhecimentos teóricos para tirar minha carteira de motorista aqui no estado de New South Wales. Com a aprovação neste teste, tenho direito a ter uma carteira de "learner". Isso quer dizer que sou uma "aprendiz" no trânsito da Austrália. Por eu ser estrangeira e dirigir há mais de 15 anos (abafa esta parte), eu não preciso passar por todas as fases que um novo motorista australiano passa. Não preciso ficar com licença de "learner" por um ano, nem como "provisional" por mais dois anos. Posso partir para "full licence" assim que fizer o teste prático.
Aí que o bicho pega. A parte teórica foi facinha, piece of cake. Fiquei 20 minutos na frente de um computador respondendo as perguntinhas idiotas. Passei no teste, recebi minha carteira de "learner", várias plaquinhas amarelas com um L bem grande (será de loser ou learner?), para afixar na frente e na traseira do carro, e um guia para o teste prático.
Pois bem, sei dirigir, né? Claro! Vai ser moleza, é só fazer de conta que está dirigindo no assento do caroneiro! Colocamos minhas plaquinhas de loser e iniciei minha prática na direção. E odiei!
Apesar de o trânsito aqui ser bem mais tranquilo do que no Brasil, tudo está ao contrário para mim. Insisto em olhar para um retrovisor que não existe no lado direito, quando dou ré quero olhar para trás pela direita e só vejo meu próprio assento, não consigo soltar o freio de mão com minha mão esquerda (não tenho força suficiente) ligo o limpador de para-brisa em vez do pisca... Mas o pior de tudo é a perda de noção de espaço. Nosso carro é pequeno, mas mesmo assim não consigo ter noção do espaço que ele ocupa. Me sinto dirigindo uma van! E ainda tenho que me concentrar para não entrar na contra-mão. Ou seja, nada é automático. Tudo de novo...
O pior de tudo é que estou com um ódio mortal de mim mesma. Na minha primeira "aula" prática com o Gui (como sou "learner", sempre tenho que ter alguém com "full licence" comigo), eu já consegui riscar a roda do carro. Eu estou muito p. comigo mesma! Fui passar por uma das milhares rótulas que existem aqui (odeio estas rótulas, na prática não consigo lembrar de quem é a preferência) e não percebi que o carro estava muito para a esquerda, batendo a roda no meio-fio. Me senti uma estúpida, além de ser a primeira a "inaugurar" um risco no carro novinho!
Encerrei minha aula desde então e não voltou a vontade de ter outra aula. Ter carteira e carro aqui é mais uma obrigação, já que as cidades são enormes, espalhadas, o sistema público de transporte é caro. Dependendo do emprego que você quer, sem carteira e carro não há nem a possibilidade de ser cogitado. Por isso sei que tenho que continuar com minha saga de motorista na contra-mão. Vou te contar, que saudade do caótico trânsito brasileiro, onde sabia me virar, muito bem, por sinal.

The Apprentice Australia

Então estou viciada no Aprendiz Austrália. Estava curiosíssima para ver o mundo dos negócios na TV. Para quem anda conversando comigo nos últimos tempos, sabe minha opinião sobre a administração e o mundo dos negócios na Austrália.
Estou satisfeita com o que tenho visto. O programa me surpreendeu de modo positivo, os competidores tem mostrado competência e o chefão daqui também é f.
O big boss daqui é Mark Bouris, um empresário multimilionário que construiu sua fortuna na área de financiamento de imóveis. O empresário bonitão, como um programa de TV o chamou, é muito bonzinho, se comparado à versão brasileira personalizada no Roberto Justus. Ele dá segundas chances, não se importa com a idade, experiência ou formação dos competidores. O que interessa, para ele, é a personalidade das pessoas. Ontem mesmo ele deu uma segunda chance a um grupo, diante de um erro grave. Exemplificou sua decisão com um próprio erro, que custou milhões a sua empresa.
Com esta diversidade, há vários tipos de competidores: Miss Austrália 2006, um pai solteiro desempregado, um estudante de 19 anos, uma senhora de 54 anos tentando um novo desafio, uma mãe solteira que perdeu casa e emprego, um corretor de imóveis, um advogado, uma empresária... Vários ambientes e experiências diferentes colocados juntos numa mesma casa. Interessante de ver.
A versão australiana, ao meu ver (me corrijam se estou errada) é bem mais mão na massa do que a brasileira. Cada tarefa exige dos competidores envolvimento em cada parte do processo. Por exemplo, se a tarefa é a venda de beef pie, por exemplo, os competidores devem desenvolver a estratégia do negócio, comprar matéria prima, preparar e embalar o alimento, vendê-lo e aguardar pelos lucros.
Os competidores já cortaram grama, plantaram flores, cozinharam muito... Não é só o glamour de ficar atrás de uma mesa planejando e liderando.
Com 3 ou 4 semanas de programa, não tenho certeza agora, já estou definindo meus preferidos e meus "odiados". Logo já vou saber para quem torcer e por quem não torcer, vibrando cada vez que o chefão disser "você está demitido!".

Espetáculo Diário

De nosso apartamento, basta a gente olhar para fora para ter um espetáculo diário: um pôr-de-sol maravilhoso. Todos os dias é um espetáculo à parte.
Às vezes, o céu se supera. Segunda foi um desses dias.


Mudando...

Tenho percebido, nos últimos meses, que fazemos coisas que não fazíamos antes. Estamos mais caseiros, experimentamos coisas diferentes...
Como explicar? Acho que estamos mais parecidos com uma família do interior do que um casal moderno da cidade, mesmo morando em Sydney.
No Brasil, nosso apartamento significava um lugar onde podíamos dormir depois de um dia ocupadíssimo, de muito trabalho, horas extras, jantares, happy hour, academia, cursos, festas, etc., etc. e etc. Na nossa cozinha brasileira, há utensílios não usados até hoje. Nossa querida Janete, que cuidava da casa para a gente, adorava limpar nossa cozinha, sempre intocada.
Aqui, estamos no outro extremo. Sinto saudade de alguns itens da lista acima, não de todos. Sinto saudade principalmente de uma vida social mais ativa, pois a vida aqui, às vezes, é muito pacata.
Por outro lado, o que adoro aqui é esse ambiente de vida no interior, com as facilidades de uma cidade grande. Na maioria do tempo, acho que moro numa cidade pequena do interior e não numa metrópole.
Temos dedicado nosso tempo a coisas que há tempo não fazíamos ou que nunca fizemos. Estamos descobrindo a jardinagem, aperfeiçoando a culinária, eu vou tentar retomar algum tipo de artesanato. Livros e filmes não faltam em nossa rotina. Tudo isso me lembra minha vida lá em Carazinho, onde o ritmo mais tranquilo permitia se dedicar a hobbies que amava.
E isso tem sido muito bom. Sábado passado compramos um máquina de fazer pão. Ontem a inauguramos, junto com dois vidros de doce de leite saído na hora... Semana que vem temos que transplantar nossas plantinhas, que já estão bem crescidinhas. Essa semana quero ver revistas que falem sobre artesanato para o Natal. Um livro de culinária dos bons está na nossa lista de desejos. O Gui, se morasse numa casa, gostaria de se dedicar à marcenaria. Enquanto termino esse blog, o feijão, na panela que não é de pressão, estará quase no ponto. O melhor de tudo, se quisermos comer um McDonalds por preguiça de cozinhar, temos um a 10 minutos de casa.
Para quem vem de uma grande metrópole brasileira, o ritmo mais tranquilo daqui pode ser estranho. Para nós, que vivemos na cidade grande menos tempo do que no interior, nossa estada aqui tem sido o resgate de objetivos antigos, de uma vida mais tranquila, com mais tempo para pequenas paixões. Desse jeito, mudar é bom...

Conhecendo Gente Famosa

Eu e o Gui estávamos há dias pensando de onde conhecíamos a senhora que faz a propaganda abaixo.
Sexta-feira passada tive a revelação! Esta senhora é a cara de minha tia Ivone, lá de Novo Hamburgo! Viu, tenho parentes famosos por aqui!
Além disso, a propaganda até que é bem divertida, considerando as propagandas que tem por aqui. Esta semana posto sobre um lixo que eles chamam de propaganda. É de chorar.
O que gostei nesta propaganda é que por aqui (e acho que em qualquer lugar do mundo) tem tantos tipos de qualquer coisa, que comprar um simples leite é uma tarefa árdua. Eu tô cansada disso.

Final de Semana Legal

Nosso final de semana foi muito bom, como quase todos sempre são.
Sábado, após almoçar em Parramatta, não queríamos ir para casa, passar a tarde dentro de casa, sem aproveitar o tempo livre apropriadamente.
Meio que por acidente descobrimos a Cumberland State Forest, que não fica muito longe de casa. Estávamos procurando o Koala Park, que achamos meio sem graça ao passar pela frente (mas voltaremos), e descobrimos a placa indicando a Cumberland State Forest. Seguimos as placas e nos deparamos com uma área de 40 hectares de árvores nativas, animais e muita natureza.
Esta mata possui várias trilhas e áreas para piquenique. Então, é um programa muito agradável, para quem gosta de cheiro de mato e canto de pássaros. Fizemos duas trilhas, que eram moderadas, e ficamos só escutando os passarinhos e sentindo aquele cheirinho bom.
Hoje descobri que a Cumberland State Forest é apenas uma das 700 state forests que existem só em New South Wales, estado onde fica Sydney. Além disso, há centenas de outras state forests nos outros estados da Austrália. Estas matas nada mais são que refúgios para a fauna local e a preservação de mata nativa, aliada à oferta de um lugar agradável ao público.
No domingo, fomos conhecer nossos novos e simpáticos amigos Flávia e André. Recém chegados em Sydney, resolvemos nos encontrar no Max Brenner para adoçar a vida e nos conhecer melhor. A tarde foi ótima, passou tão rápido e ficou com gosto de quero mais. Com certeza teremos muitos outros encontros.
Eu adocei demais minha vida. Comi um chocolate souflle, que parecia pequeno, mas se mostrou muito enjoativo no final. O que adorei para "cortar"o doce foi um suco, meio frozen, de morango com maracujá. Uma delícia, assim como o final de semana.
Agora é aproveitar a semana e esperar outro final de semana legal. Sábado que vem ainda terei a responsabilidade de fazer meu teste teórico, para, pelo menos, ter a carteira de learner e poder praticar a direção com o Gui.
Boa semana a todos.

Foto: Erin Slattery.

Que Vergonha...

Hoje de manhã fiquei me enrolando mais de meia hora na cama, fazendo o despertador tocar várias vezes, culpando o horário de verão pelo sono excessivo. Levantei da cama, mais dormindo que acordada, me sentindo longe de ser um humano completo antes do café.
Depois do café, estava assistindo na TV sobre o World Master Games, que está acontecendo no Parque Olímpico aqui em Sydney. O World Master Games é um evento cujo principal objetivo é exercitar-se e divertir-se ao mesmo tempo. O evento, este ano, possui competidores de 25 a 103 anos.
Entrevistando alguns competidores, pude saber um pouco mais de Ruth Frith, uma simpática senhora de 100 anos que quebrou alguns recordes hoje.
Já havia lido sobre esta simpática australiana há alguns meses atrás e já havia me sentido uma inútil com a reportagem.
Hoje ela estava lá no Parque Olímpico, rindo muito com os outros competidores e dando algumas dicas para nós.
A primeira dica, mais importante de todas: seja feliz, a felicidade atrai coisas boas. A segunda dica: faça exercícios, encontre algo que seja divertido e saudável para você.
Dieta? Nada, ela odeia vegetais. Mas não fuma, não bebe e nunca deixou de se exercitar nesta vida. Por toda sua vida se exercitou 5 vezes por semana.
Achou meio demais? Eu também. Muitos sedentários e não-desportistas, como eu, devem estar pensando em pagar o preço pela falta de exercícios, vivendo um pouco menos. Será?
Vamos falar da canadense Olga Kotelko, 90 anos, também entrevistada esta manhã. O segredo dela é fugir da fast food, alimentar-se bem, sem dietas. Ser feliz, não se estressar e, claro, fazer exercícios. Perguntaram a ela se ela fez exercícios por toda sua vida. "Que nada! Nasci em uma fazenda de gado e a única coisa que podíamos fazer era correr pelos campos". De qualquer maneira, ela sempre foi ativa de alguma forma e atualmente ela faz hidroginástica três vezes por semana. Para mim, já melhorou, ainda tenho esperança.
O que esses adoráveis competidores nos mostram é que eu deveria ter mais vergonha nessa minha cara. Alguma exercício neste mundo tem que ser divertido para mim. E a preguiça tem que ser vencida pela motivação e continuidade.
Enquanto vou assimilando tudo isso, acompanho os jogos pela TV, sentindo uma satisfação enorme de ver todos esses competidores, de todas as idades. Além de, claro, cogitar uma visita ao Parque Olímpico, que é pertinho aqui de casa.
Querendo ler uma reportagem com diversas fotos dos competidores das mais diversas idades, dá uma olhadinha aqui.

Floriade


No último domingo fomos com os amigos Estela, Rogério e Marcy para Canberra, no Floriade.
O Floriade é o maior festival de flores da Austrália, e celebra a chegada da primavera. Há milhares de tulipas e outras flores lindas por lá. Realmente um deleite para os olhos.
Nós fomos abaixo de chuva (muito bem vinda depois de muita estiagem), achando que iríamos nos molhar muito. Mas tivemos sorte. Assim que chegamos ao parque (com entrada franca) parou de chover. O tempo estava nublado e frio, mas pelo não choveu o tempo que ficamos lá.
Tiramos bastante fotos, passeamos bastante, o domingo estava ótimo.
Se quiserem ver fotos de muitas flores, cliquem aqui. É muito lindo.

Biblioteca Pública

Eu estou encantada com que o tempo livre pode proporcionar a uma pessoa.
Já fazia algum tempo que tinha planos de conhecer e me registrar na biblioteca pública de Parramatta, que seria tipo uma "sub-prefeitura" de Sydney, a qual nosso bairro pertence.
Eu e o Gui fomos lá há algumas semanas atrás e fizemos nosso cadastro. Semana passada peguei minha magrela e fui passar uma tarde na biblioteca, até porque tenho interesse em estudar determinados assuntos e não estava a fim de comprar livros para isso.
Eu adoro o ambiente de biblioteca, a riqueza de cultura que você pode encontrar num lugar assim, as informações que estão ao seu alcance, de graça!
Fiquei boas horas na biblioteca. Voltei com livros, encartes, DVDs e CDs. Pudemos ficar com os DVDs durante uma semana e assistimos filme de graça. Os CDs sofreram uma pequena "pirataria", mas tem músicas muito boas, não resisti.
Ontem fui lá entregar os DVDs. Voltei com outros. O mais interessante é que não é só filmes antigos que tem lá. Tem alguns bem recentes, como "Iron Man" ou "O Curioso Caso de Benjamin Button", filmes que, na locadora, você ainda paga preço de lançamento.
Ontem não peguei os novos... Estava mais a fim de rever antigos. Peguei "Corra, Lola, Corra", um filme alemão alternativo, muito bom. Já assisti ao filme, mas faz tempo, quero assistir de novo. O outro, um clássico, "Sociedade dos Poetas Mortos".
Fiquei pensando por que a gente não usa mais deste tipo de recurso. Não falo somente aqui na Austrália. Na Austrália, existe pelo menos uma biblioteca em cada bairro maior, fora as bibliotecas centrais do Município ou Estado. Quanto maior, mais exposições, informação e entretenimento.
No Brasil não é diferente. Não digo que existe uma biblioteca em cada bairro, mas elas existem.
Minha paixão pela leitura e conhecimento começou na biblioteca de Carazinho, lá onde nasci. Assim que aprendi a ler, minha irmã me levou à biblioteca e fez meu cadastro. Me ensinou o caminho, me mostrou a sessão infantil. Nunca mais saí de lá, até que cheguei na faculdade, trabalho, etc. Daí esqueci da biblioteca. Tenho certeza de que ela continua com seus encantos.
Depois que me mudei para Porto Alegre, não era diferente. Fazendo um tour com o ônibus turismo (fica a dica) descobrimos a Biblioteca do Estado do Rio Grande do Sul. Pública, enorme, num prédio histórico lindo, aberta de segunda a segunda. Se fomos lá? Nunca! Não dava tempo. Não dava porque não queria. Lembro de muitos domingos entendiantes sem saber o que fazer.
Mas parece que descobrimos novamente os encantos de uma biblioteca. E espero que não esqueça deles tão logo. Qualquer biblioteca sempre tem algo a oferecer. Sempre vai ter algum assunto que interesse, uma oportunidade de transformar uma tarde entediante numa sessão de entretenimento.

Tá dando certo...

Nós, que nunca conseguimos cuidar nem de violetas no Brasil, estamos tentando novamente nos aventurar pelos caminhos da jardinagem. Eu, particularmente, já matei até cactus!
Como nosso apartamento tem uma sacada grande resolvemos tentar colocar mais verde em nossa vida.
Primeiramente, achamos que nossa sacada não recebia sol suficiente, então ficamos chateados por não poder plantar alguns temperos verdes. Mas daí descobri que nossa sacada recebe sim no mínimo 3 horas de sol por dia! Então a esperança de salsinha e outros temperinhos voltou!
Mas nossos experimentos já começaram há algum tempo. Temos uma avenca dando sinal de que gostou de nossa sacada, apesar do vento, e os brotinhos de umas sementes que plantamos já estão bem grandinhos, logo poderão ser transplantados. Trata-se de umas florzinhas que no Brasil chamamos de "beijinho", acho que é isso. Lá no interior do RS isso era mato mesmo, não precisava plantar, nascia sozinha.
Olha só que lindo a natureza seguindo seu ritmo.

A experiência tem sido ótima. Ficamos duas semanas olhando para o vaso todo dia, na expectativa de que os brotinhos saíssem. No início pensamos que havíamos feito algo errado, que havíamos matado as plantinhas. Mas não, a natureza, no seu ritmo e tempo, fez as plantinhas florescerem no tempo certo. Assim como nós temos que esperar elas atingirem uma altura específica para poder transplantar para um vaso maior.
Estamos aprendendo e adorando. Espero que as florzinhas reconheçam o carinho e crescam lindas e saudáveis.
A Austrália tem nos ensinado diversas coisas. Estamos nos dedicando à jardinagem, com genuíno interesse; à culinária, literamente cozinhando todo os dias; a mais atividades ao ar livre, a piqueniques... E tem sido muito interessante esse novo estilo de vida.
Assim que as flores estiverem maiorzinhas, coloco outras fotos aqui, para registrar nossas tentativas, com sucesso, de trazer cor e alegria para nossa casa.

Black Eyed Peas

Sexta fomos ao show do Black Eyed Peas.
Sem palavras... O show, sem dúvida, foi o melhor que fomos ultimamente.
A Fergie tem um vozeirão, o Will I. Am. é um artista completo, os efeitos e estrutura do show estavam impecáveis. Nunca havíamos ido a um show tão alto nível.
Pela metade do show o Will. I. Am resolveu dar uma de DJ e simplesmente tirou o povo do chão. Não tem como ficar parado em um show desses.
Se vale a dica aos que ainda querem assistir a essa turnê (The E.n.d.), não comprem cadeiras, fiquem na pista e se arrebentem de dançar!
O final do show foi com a nova canção I Got a Feeling, deixando o gostinho de "quero mais".
Com certeza, quando eles aparecerem com uma nova turnê, vou querer ir!

Por Aqui

Faz um tempinho que não damos notícias, mas acho que andamos fazendo bastante coisas e o blog tem ficado um pouco às moscas, tadinho...
Temos bastante coisas para contar, prometo que logo postarei as novidades por aqui. Passeios, fatos e fotos!
Não nos abandonem!
abcs